O Social em Questão - Revista do Departamento de Serviço Social PUC-Rio - Página inicial
Rio de Janeiro, 20/02/2020
ISSN 1415-1804 (Impresso) | ISSN 2238-9091 (Online)
Ano 23, n. 46 - jan.-abr./2020

Edição


Bombas-Relógio e terror global: políticas de educação pelos livros infantis

Helen Brocklehurst

Loose Cannons and global terror: a politics of education through children’s books

O objetivo do presente artigo é abarcar a questão de como as guerras podem afetar a vida das crianças ao serem, literalmente, “trazidas para casa”. Desde os ataques terroristas ocorridos no dia 09 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, precisamos investigar os espaços destinados para a educação diária e estabelecer quando e como as interpretações sobre guerra e segurança afetam as suas vidas, além de questionar os papéis das crianças e o seu capital social no que se refere aos “brinquedos e armas”. Em meio a uma era de terror e de guerra global ao terrorismo, além do aumento de retóricas populistas e de políticas com base no discurso da identidade, não seria prudente deixar de lado a comercialização e o consumo de material de leitura para jovens. Nós todos somos participantes ou participantes emergentes em um cenário inseguro, onde narrativas de guerra, escritas quase que inteiramente por adultos, representam uma importante norma social ainda a ser interrompida.

Palavras-chave
Guerra; Crianças; Jovens; Espaços Educacionais; Material de Leitura.

  

Title: Loose Cannons and global terror: a politics of education through children’s books

In this article I am interested in how war might literally be ‘brought home’ to children. I argue that since 9/11 particularly, we need to investigate everyday educational spaces, establish when and how interpretations of war and security are delivered throughout educational lifetimes and find and confront children’s military roles and capital ‘between toys and guns’. I argue that in an age of terror and of global war on terror, and with the ever-mediated rise of populist rhetoric and identity-based politics it would be unwise to turn away from the commercialisation and consumption of reading material for young people. We are all participants and emerging participants in an insecure landscape, where narratives of war, scripted almost entirely by adults are an important social norm – yet to be disrupted.

Keywords
War; Children; Youth; Educational Spaces; Reading Material.




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